UFRJ

Aula inaugural na Faculdade de Letras, 2014

Atualizado em 10 de março | 8:50 AM

A professora e coordenadora do PACC Heloisa Buarque de Hollanda realizou a Aula Inaugural do primeiro semestre de 2014 na Faculdade de Letras (Auditório G-2), no dia 20 de fevereiro. A Aula teve como tema “Pesquisas sonhadas alto: como formei um universo teórico para trabalhar com as margens do cânone”.

> Clique aqui para ler a aula inagural de Heloisa Buarque

 

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Heloisa Buarque de Hollanda e o longo caminho da academia para as periferias

Atualizado em 28 de outubro | 11:38 AM

Publicado originalmente por Angelo Mendes Corrêa no Verbo21, em outubro 2010.


Paulista de Ribeirão Preto, ainda pequena Heloísa Buarque de Hollanda transferiu-se para o Rio de Janeiro com a família. Lá cursou a graduação em Letras na Pontifícia Universidade Católica (PUC/RJ) e o mestrado e doutorado em Teoria da Literatura na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Na Columbia University, em Nova York, fez pós-doutorado na mesma área. Em 2009, após mais de quatro décadas de intensas atividades na UFRJ, aposentou-se na condição de livre-docente. De forma paralela à docência e à pesquisa, atuou como jornalista, com passagem pelo Jornal do Brasil; radialista, na Rádio MEC; apresentadora de televisão, na TVE/RJ; diretora do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro e editora, dirigindo a Aeroplano, voltada para projetos editoriais alternativos, além de ter sido a organizadora da importante antologia 26 Poetas Hoje, em 1976, que significou verdadeiro marco na história recente da literatura brasileira. Nesta entrevista , além de relembrar os momentos mais marcantes de sua prolífica e ímpar trajetória , contou sobre sua paixão mais recente: a Universidade das Quebradas.

Fato que muitos desconhecem é que você nasceu em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

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Novas Visões sobre a Periferia

Atualizado em 27 de maio | 1:28 AM

Publicado originalmente no Blog Acesso

Todos os dias, novos projetos culturais invadem as favelas do Rio de Janeiro. Ideias assistencialistas, de desenvolvimento da comunidade, diminuição do tráfico, ajuda à saúde, à educação e, claro, à cultura. Porém, são poucos os que olham para a realidade da favela e enxergam entre seus moradores artistas e, quiçá, intelectuais que necessitam de uma educação formal na área de cultura, já que experiência e sensibilidade sobram.

Foi debruçada sobre os estudos das periferias e trabalhando em projetos socioculturais que a lingüista e coordenadora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea – PACC da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Heloisa Buarque de Hollanda, descobriu ainda mais sobre a cultura nas comunidades. Se pouco era feito, era porque menos ainda se conhecia, dentro do espaço acadêmico, sobre esses saberes da favela. A fim de promover a produção de conhecimento e criações artísticas em literatura, artes visuais, teatro, dança e música, Heloisa Buarque de Hollanda propôs a seus colegas da UFRJ A criação da Universidade das Quebradas, projeto que leva os moradores das periferias para dentro da universidade, por meio de um curso de extensão.

Em entrevista ao Acesso, Hollanda vai além da criação, desenvolvimento e expectativas sobre o projeto, e conta que, após quase meio século de vida acadêmica, tem compartilhado com os moradores das favelas um conhecimento que a muito não adquiria.

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Jornal da UFRJ

Atualizado em 28 de outubro | 6:47 PM

Literatura Contemporânea

Atualizado em 18 de agosto | 5:52 PM

 1 – É possível fazer hoje uma cartografia da literatura contemporânea? Existem algumas especificidades estéticas capazes de definir essa produção? 

R: Com a entrada da internet na “vida da literatura”, das formas digitais de impressão e acabamento de livros mais baratas e ágeis e com o tsunami da periferia afirmando uma nova  dicção literária, não há como continuar trabalhando com o mapeamento çlássico que informa a historiografia literária.  Essas alterações emergentes são muito novas e desconcertantes do ponto de vista dos modelos canônicos vigentes para a literatura mas, não tem jeito, temos que enfrentá-los se não quizermos perdermos o bonde da História. 

2 – Se uma das características dos jovens poetas e ficcionistas atuais é terem nascido (ou sua literatura) na internet, especialmente com a publicação de seus escritos em blogs, você acha que ela redefine a literatura atual? 

R: Ela certamente não redefine a literatura atual mas expande o campo de atuação e criação do autor e disponibiliza para o escritor jovem (ou não tão jovem)   modos e lógicas diferenciadas de criação produção,  divulgação e comercialização dos produtos literários. 

3 – Você tem se dedicado à criação de um acervo documental sobre a produção  das minorias, os Arquivos de Cultura Contemporânea, um dos projetos do Programa Avançado de Literatura Contemporânea (PACC) que você coordena na UFRJ.

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