século XXI

Palestra no Festival CulturaDigital.Br

Atualizado em 14 de setembro | 9:12 AM

Publicado originalmente no site CulturalDigital.Br

Foi um evento histórico: Heloisa Buarque de Hollanda explicou por uma hora e dez minutos no palco do Cine Odeon a sua relação com a cultura de rede, com a internet e os potenciais gerados pelas novas tecnologias. “Somos uma porção de velhinhos nesse universo. Como é que isso começou? Essa geração é claramente uma geração com DNA 1960″, disse ela logo na abertura de sua apresentação, entitulada “Por que os Velhinhos e os Nerds se encontram na Internet?”

Confira o vídeo completo da Palestra no Festival CulturaDigital.Br, realizado em dezembro de 2011:

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Exposição H2O | O futuro das águas | 2008

Atualizado em 29 de outubro | 11:46 AM

h20

 

Aeroplano Editora

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H2O – Futuro das Águas

Realizado a partir de uma iniciativa do SESC RIO, o evento cultural concebido, produzido e coordenado pelo Instituto Contemporâneo de Projetos e Pesquisa – O Instituto – foi composto por uma exposição multimídia e um seminário que abordaram a importância da água para a vida no planeta, focando, especificamente, as questões ambientais e políticas que envolvem a questão no Brasil.

Imprensa

Comunicante

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Sesc Rio expõe ‘H2O: o futuro das águas’

Para chamar a atenção para a crise de água, o Sesc Rio realiza a exposição H2O: o futuro das águas. A Mostra ficará aberta ao público até o dia 22 de março, no Arte Sesc, localizado à Rua Marquês de Abrantes, 99, no Rio de Janeiro. A exposição é, ao mesmo tempo, informativa e sensorial e explora as diversas formas em que a água está presente em nossas vidas. Nos cinco ambientes escuros, a mostra propõe ao visitante um mergulho no elemento
água.

Por meio de fotografias, mapas, cenários tridimensionais, vídeos, projeções de slides, textos e da intervenção Zona de Lançamento da artista plástica Marta Jourdan, cada módulo vai ampliar o entendimento da origem e natureza da água, suas propriedades e recursos, sua relevância para a existência e continuidade da vida, além das perspectivas e riscos relativos aos recursos hídricos no Brasil hoje.

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Armando Freitas Filho ganha primeira antologia

Atualizado em 5 de agosto | 4:47 PM

Publicado originalmente por Severino Francisco, no Correio Braziliense, em 04/08/2010.

 

“Medalha no seu peito/E no meu o coração”, escreveu o poeta carioca Armando Freitas Filho, no livro Duplo cego, desconfiado de condecorações. Ele conquistou, ao longo de 55 anos de atividade poética, um grupo seleto de leitores, que inclui Antonio Cândido, Ferreira Gullar, José Miguel Wisnik, Silviano Santiago, João Moreira Salles e Walter Carvalho, entre outros. É reconhecido na condição de um dos melhores poetas brasileiros.

E, agora, aos 70 anos de idade, Armando vive um instante de consagração, com o lançamento de sua primeira antologia, organizada pela professora Heloísa Buarque de Hollanda (Global Editora): “A poesia de Carlos Drummond já foi difícil, mas hoje é mais fácil. Espero que a minha também esteja nesta fase, sem afrouxar a tensão”, comenta o poeta. Armando é tema de dois documentários recentes: Fio terra, de João Moreira Salles, e Manter a linha da cordilheira sem o desmaio da planície, de Walter Carvalho, ainda em fase de finalização. Essa antologia tem o mérito de iluminar a poesia de Armando, mostrando que ele nada tem de um poeta esotérico, sempre expõe a sua verdadeira vida: “Escrevo a minha vida./E o que sai do meu sonho/ou do meu punho/vem pela mesma veia/em dicção urgente.”

Aos 15 anos, para estupefação de sua família, ele decidiu que seria poeta.

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Maldito.com

Atualizado em 11 de setembro | 7:06 PM

No século XX, eles deram o tom. Na pele de malditos, outsiders, alternativos ou marginais, mantiveram o nível do protesto e da insatisfação numa altura suficiente para que a arte moderna se sentisse confortavelmente crítica e desafinada do chamado coro dos contentes. Foram  dandies e flaneurs à la Baudelaire, foram  iconoclastas incediando museus e exibindo manifestos irascíveis, foram rebeldes sem causa nos anos dourados, foram yippies implodindo o “sistema” e hippies saltando fora do mesmo.

Na nossa história mais recente,  marcaram com fortes tintas o movimento tropicalista, a cultura alternativa dos anos 70 e, na década seguinte, encontraram sua expressão mais legítima no “rock com atitude” e no repertório raivoso do Rock Brasil.

Daí para frente, as perspectivas da maldição tornam-se mais e mais nebulosas. O quadro geral impresso pela lógica do consumo e dos fluxos globalizantes  leva a crer que os alternativos perderam o rumo ou, pelo menos, perderam de vista aqueles contra quem desafinar.

O primeiro desconcerto vem com a perda do valor crítico da “diferença”, maior bandeira e capital da cultura marginal. A difusão do consumo de massa traz como seqüela a visão da homogeneização como valor negativo e o desenvolvimento de estratégias de  diversificação em todos os níveis e sentidos da produção.

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Coletivos

Atualizado em 10 de setembro | 7:09 PM

No quadro da intensificação da produção cultural de caráter urbano no final do século XX, um segmento que vem surpreendendo é o da atuação dos coletivos de artistas plásticos em formas diversas daquelas utilizadas pelo graffite, a expressão visual, digamos oficial, da cultura hip hop.

Os coletivos começam a surgir no final dos anos 90 e realizam um  trabalho  de intervenção no espaço urbano.

Rapidamente essas intervenções, também imbuídas do lead “o importante é agir”, começam a assumir função política de denúncia social, agora em vias e praças públicas. Simultaneamente, esses trabalhos discutem a própria estrutura da produção nos moldes do circuito e do mercado de  arte.

Os coletivos, que se propagam em proporção geométrica pelo Brasil, trazem um plus de novidade. Os coletivos não se configuram por seus integrantes e sim por determinadas ações, agindo sempre num contexto de intervenção pública. Os coletivos também não são cooperativas, não são grupos, não têm número de participantes determinado, nem podem ser caracterizados como movimentos artísticos. Sua forma de organização é independente e, para cada ação ou conjunto de ações, os coletivos buscam patrocínio, oferecendo cursos, vendendo trabalhos ou realizando serviços como ilustração, design, vídeo etc. Esta auto-gestão elimina, portanto a figura do curador, personagem cujo poder seletivo e decisório cresceram muito nos últimos 20 anos, adquirindo uma função de autoridade centralizadora no sistema das artes.

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