periferia

Heloisa Buarque no “Umas Palavras”

Atualizado em 25 de novembro | 8:14 PM

 

Programa exibido originalmente em 2010 no Canal Futura.

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Flupp ganha o Prêmio Faz Diferença 2012 do jornal O Globo

Atualizado em 22 de janeiro | 9:25 PM

Evento levou escritores conhecidos ao Morro dos Prazeres para conversarem sobre literatura

Por Beá Meira

Inspirado na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), a Festa Literária Internacional das UPPs (Flupp), que teve a sua primeira edição no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, foi concebida pelo escritor Julio Ludimir. Para viabilizar sua ideia ele buscou quatro parceiros de peso: Écio Salles, ex-secretário de Cultura de Nova Iguaçu e conselheiro da UQ; o antropólogo e professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) Luiz Eduardo Soares; e nossa querida coordenadora Heloisa Buarque de Hollanda, crítica literária e professora da UFRJ.

O projeto do evento incluiu um trabalho com novos escritores da periferia que se desenvolveu entre o mês de março e julho de 2012; a Flupp pensa. Como resultado das palestras, oficinas e trocas com escritores consagrados foi lançado o livro “Flupp pensa — 43 novos autores”, uma coletânea de textos de novos autores, entre eles dois quebradeiros: Rosalina Brito e Cláudio Barreto.

A Universidade das Quebradas também esteve presente numa ação que preparou o morro dos Prazeres para a Flupp; o projeto Literatura nas Escadas. Um grupo de quebradeiros ajudou a viabilizar a ideia de Charles Siqueira, coordenador do projeto Galera.com, de fazer os poemas de alguns dos convidados como Ferreira Gullar, Allan da Rosa, Najwan Darwish, Kei Miller e Martin Jankowski subirem as escadas do Morro dos Prazeres.

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Globo Universidade apresenta a Universidade das Quebradas

Atualizado em 9 de novembro | 8:30 AM

Projeto de extensão integra o meio acadêmico e a periferia

Assista ao  programa exibido em 10 de novembro, na Rede Globo.

Manifestações artísticas e os muitos saberes da periferia ganham espaço no Globo Universidade deste sábado, dia 10. O programa apresenta a Universidade das Quebradas, da UFRJ, projeto de extensão que aproxima o meio acadêmico dos produtores e agitadores culturais da cidade promovendo aulas e encontros sobre cultura, literatura, artes visuais, cinema e música uma vez por semana. O repórter Paulo Mario Martins conversa com os alunos, professores e cidadãos que vêm estabelecendo a integração entre essas diferentes tribos.

O repórter entrevista a coordenadora da Universidade das Quebradas, Beá Meira, que explica o nome do projeto. “Quebradas significa um lugar difícil de chegar”. A coordenadora conta que o objetivo é aproximar os locais menos acessíveis e distantes para dentro do universo acadêmico. “É muito ousado. Trabalhamos tematicamente dentro de um programa e mudamos a cada ano para que os alunos possam continuar frequentando. A ideia é fomentar a vontade de estudar nessas pessoas”, diz.

Uma das pesquisadoras mais conceituadas do país, Heloísa Buarque de Hollanda, também participa do Globo Universidade deste sábado e destaca como funciona o processo de seleção para o projeto.

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Miscigenação de saberes dentro da universidade

Atualizado em 13 de setembro | 10:00 AM

Publicado originalmente por Luiz Fernando Vianna no Segundo Caderno, d’ O Globo, em 02.09.2012.

Aula das Quebradas. Alunos assistem a uma palestra no Colégio Brasileiro de Altos Estudos: troca de informações. Foto de Camila Maia/O Globo

Na Universidade das Quebradas já estudaram Luciana Bezerra (uma das diretoras do filme “Cinco vezes favela, agora por nós mesmos”), Leandro Firmino da Hora (o Zé Pequeno de “Cidade de Deus”), Marcus Vinicius Faustini (um dos principais articuladores das ações que vêm aproximando centro e periferia no Rio) e um número crescente de pessoas empenhadas no fim da ideia de cidade partida.

O programa de extensão criado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) começou com 40 alunos em 2010, teve 50 em 2011, e a nova turma, que iniciou suas atividades em 7 de agosto, está com 70 (selecionados entre 300) — além dos que, mesmo já tendo feito o curso, voltam para assistir a aulas. “Uma vez quebradeiro, sempre quebradeiro” é um lema do projeto.

Idealizado e desenvolvido por professoras universitárias experientes como Heloisa Buarque de Hollanda, Numa Ciro, Beatriz Meira e Silvia Soter, o programa abre as portas da UFRJ — mais especificamente, do Colégio Brasileiro de Altos Estudos, antiga Casa do Estudante, no Flamengo — para pessoas de idades e formações variadas. Não é preciso ter o ensino médio completo.

— O edital é severo, igual ao do pós-doutorado.

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Trabalhos acadêmicos que fazem a diferença na periferia

Atualizado em 1 de agosto | 9:53 AM

Cultura, literatura, tecnologias digitais e produção das periferias se encontram nos trabalhos da professora, jornalista, ensaísta e pesquisadora Heloísa Buarque de Hollanda. Paulista de Ribeirão Preto, Heloísa graduou-se em Letras na Pontifícia Universidade Católica (PUC/RJ) e fez mestrado e doutorado em Teoria da Literatura na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Na Columbia University, em Nova York, fez pós-doutorado na mesma área.

É professora emérita da UFRJ, onde coordena o Projeto Avançado de Cultura Contemporânea. No Jornalismo, atuou em diversos meios de comunicação, apresentando programas na TV e rádio e colaborando com veículos impressos e virtuais.Também exerceu funções de cunho executivo, sendo responsável pela direção do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (MIS/RJ), entre 1983 e 1984.

Atualmente, Heloísa é diretora da Aeroplano Editora, voltada para projetos editoriais alternativos e curadora de um portal sobre cultura contemporânea. Autora de importantes publicações para a cultura brasileira e idealizadora de projetos que integram periferia e universo acadêmico, a pesquisadora conversou com o Ecaderno e contou sua trajetória profissional e as dificuldades e resultados de seus trabalhos.

Você ingressou na faculdade com apenas 17 anos. Houve incertezas na hora de escolher qual carreira seguir?

Hoje eu sinto que não escolhi na realidade.

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