mulher

Por Dentro da Notícia

Atualizado em 29 de outubro | 2:57 PM

Programa Por Dentro da Notícia de 1999: Entrevista sobre a mulher dos anos 90. Entrevistando Heloísa Buarque de Hollanda.

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Entrevista com Luiza Campuzano

Atualizado em 15 de setembro | 11:44 AM

Por Heloísa Buarque de Hollanda

 

Luiza Campuzano. Cuando llegué a la Universidad, llevaba varios meses en el Consejo Nacional
de Cultura como secretaria de Roberto Fernández Retamar, que había sido mi
profesor en el colegio. Retamar pasó a la UNEAC y yo me quedé, también
como secretaria, con Vicentina Antuña, presidenta del Consejo, quien además
era la directora de la Escuela de Letras y su catedrática de latín y
literatura latina.
Pero vivía en Cuba y, además, vivía intensamente la cultura cubana. Como
trabajé en el Consejo Nacional de Cultura entre 1961 y 1963, estaba inmersa
en el proceso cultural de los primeros años de Revolución, cerca del grupo
de intelectuales, escritores y artistas que se encontraban al frente de las
direcciones del Consejo. Recuerdo mucho a Marta Arjona, a Servando Cabrera
Moreno -con quien iba a almorzar a menudo-, a Lezama Lima -a quien visitaba
todas las mañanas-, a Alejo, siempre apurado, pero que entraba a saludar, a
comentar algo…
En 1966, después de graduada, al tener que decidir por uno de mis empleos,
lamentablemente dejé la Biblioteca Nacional y me fui para la Universidad,
aunque seguía colaborando con El Caimán Barbudo, con la revista Universidad
de La Habana -que dirigí entre 1972 y 1974-y con otras publicaciones.

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Um problema quase pessoal

Atualizado em 14 de setembro | 8:09 PM

No campo da análise do discurso, o que estaria sendo evitado pelos estudos feministas no Brasil?

O debate sobre a condição feminina, expresso nas obras literárias e na imprensa, conhece um pique na segunda metade do século XIX até os anos 20, quando emerge o movimento modernista nas artes e nas ciências sociais. A questão da mulher sai então do circuito da literatura e passa para as mãos da sociologia, da antropologia e, muito recentemente, para as da história e da psicologia.

Voltando de forma brevíssima ao século XIX, a partir dos anos 50, começa o processo urgente e inadiável de definir os contornos da nação brasileira. Os caminhos percorridos pelos discursos que imaginaram a nação trouxeram, sistematicamente, a metáfora da “maternidade republicana”, como figura fundamental, ou seja, a hiper-valorização do papel da mulher como “civilizadora” e responsável pela idéia de uma nação moderna, educada e homogênea.[1]  No caso brasileiro, evidenciam-se alguns traços peculiares.  Nos discursos de construção nacional, já é conhecido com quanto desconforto a importação das ideologias liberais conviviam  com a vigência do regime escravocrata. Por outro lado, as idéias de uma homogeneização racial, supostamente necessária para a definição de uma identidade nacional e moderna, passavam também por complicadores evidentes. 

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Perspectivas para a criação de uma rede

Atualizado em 14 de setembro | 8:06 PM

A questão da criação de uma rede entre núcleos de estudo sobre a mulher envolve duas questões historica e teoricamente importantes no quadro da trajetória do pensamento feminista  as quais, ainda que não eu não me sinta capaz de desenvolvê-las agora, achei que deveria, pelo menos, levantá-as. São elas, a tradição da estratégia da formação de redes na história da praxis feminina e a questão polêmica da institucionalização do pensamento e das teorias feministas. Não vou analisá-las aqui, mas apenas observar o sentido que estas questões tem e tiveram no debate teórico feminista.

Em primeiro lugar a idéia de rede. É comovente que estejamos aqui, na USP, em 1991, retomando a preocupação absolutamente central das primeiríssimas atividades e estratégias das mulheres, feministas ou não. Recentemente fiz uma avaliação da minha área de estudos – letras – e, procurando, na prática literária feminina, os antecendentes da reflexão feminista sobre literatura, ou seja, a formação deste saber, me deparei com a evidência de que mais estrutural do que um possível interesse pela literatura,foi o interesse pela sobrevivência, circulação, disseminação e registro do pensamento e da atividade literária feminina. E esse é exatamente o nosso tema de hoje.

O exame da imprensa feminina do sec.

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Os estudos sobre mulher e literatura no Brasil: Uma primeira abordagem

Atualizado em 14 de setembro | 8:03 PM

Este trabalho foi realizado para o Seminário “Estudos sobre Mulher no Brasil – Avaliação e Perspectivas” promovido pela Fundação Carlos Chagas de 27 a 29 de novembro de 1990. Agradeço a Valéria Lamego, Lucia Nascimento Araujo e Vanessa Escobar de Andrade pelo apoio e colaboração na pesquisa e levantamento de dados e a Luzilá, Maria das Vitórias, Nadia, Rita, Rosiska e Suzana pela leitura atenta dos originais e pelas sugestões que possibilitaram este texto que tenta pensar nossos próprios limites e perspectivas.

O panorama internacional

Uma avaliação dos estudos sobre a mulher  na década de 90, em qualquer área de conhecimento, é tarefa complicada. Fala-se em pós-feminismo, pós-modernismo, fim da ideologia, e, no tema talvez mais perigoso de todos, a emergência de um pluralismo neo-liberal que tornaria totalmente anacrônicas as reivindicações tradicionais do trabalho feminista.

Antes de tentar situar estes estudos no quadro mais geral das transformações por que vem passando o pensamento acadêmico, observaria que, apesar de considerados pensamento de vanguarda pela teoria crítica  contemporânea e de terem conquistado expressiva legitimidade acadêmica, os estudos feministas ainda revelam certo ressentimento e desconforto em relação às dificuldades surgidas nas tentativas de articular sua produção teórica com os compromissos políticos e as questões centrais da militância feminista.

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