Estudos Culturais

Heloisa Buarque no “Umas Palavras”

Atualizado em 25 de novembro | 8:14 PM

 

Programa exibido originalmente em 2010 no Canal Futura.

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Universidade das Quebradas | Prêmio FAPERJ 30 anos de Melhor Projeto de Extensão Universitária | 2010

Atualizado em 29 de junho | 9:20 PM

Quebradas recebe prêmio

Do boletim informativo “O Dragão Contemporâneo”:

Dia 24 último, na semana em que comemorou os 30 anos de sua criação, a FAPERJ realizou evento no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde recebeu a comunidade científica e tecnológica do RJ para celebrar os avanços e conquistas da pesquisa fluminense, com a presença do governador Sérgio Cabral e de ex-presidentes da Fundação e de seu Conselho Superior. Neste dia, foram entregues os termos de outorgas referentes a diversos editais lançados neste primeiro semestre de 2010 e medalhas comemorativas a alunos, pesquisadores e empreendedores que “fizeram a diferença” após serem contemplados pelas diversas linhas de fomento da agência.

Dentre as linhas de apoio da Fundação há a que engloba projetos de extensão e pesquisa.

O projeto de extensão e pesquisa Universidade das Quebradas, do PACC / FCC / UFRJ, sob a coordenação de Heloisa Buarque de Hollanda, foi um dos que ganhou o apoio da FAPERJ e teve seu termo de outorga entregue durante a cerimônia no Theatro Municipal. Já é!

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Entrevista com JB Stuart Hall

Atualizado em 15 de setembro | 11:59 AM

Entrevista feita por Heloisa Buarque de Hollanda (professora da UFRJ e diretora da Aeroplano Editora e Consultoria) e Liv Sovik (professora da UFRJ e organizadora do livro de Stuart Hall,  Da Diáspora: identidades e mediações culturais, Editora UFMG, 2003) .

 

Stuart Hall é hoje, no Brasil, um reconhecidíssimo nome da cultura acadêmica. Um dos fundadores da polêmica “pós-disciplina”, os Estudos Culturais, Hall dirigiu o histórico Centro de Birmingham em seu período mais quente e produtivo.  Jamaicano, vive na Inglaterra desde 1951  onde é conhecido como um intelectual engajado nos debates sobre as dimensões político –culturais da globalização, a política nacional e os movimentos anti-racistas. Tem dois livros publicados no Brasil: Identidades culturais na Pós-Modernidade e Da diáspora: identidades e mediações culturais.

Nesta entrevista, Hall fala sobre  o impacto de sua condição de imigrante jamaicano  em sua produção intelectual, como nasceram os Estudos Culturais, porque não se preocupa em publicar livros, as perspectivas do engajamento do intelectual hoje e como ainda é possível se trabalhar criticamente a globalização.

Você deixou a Jamaica ainda como estudante e hoje é um dos intelectuais mais importantes da Inglaterra. Imagino que esse deslocamento da colônia para a metrópole tenha marcado seu pensamento e atuação profissional.

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Entrevista com Beatriz Resende

Atualizado em 15 de setembro | 11:34 AM

Por Heloisa Buarque de Hollanda

 

Heloisa – Quando e por que você, crítica literária ferrenha, aderiu aos estudos culturais e aos temas considerados como menos nobres pela academia?

Beatriz Resende – Os Estudos Culturais são justamente o viés, o olhar, a “atividade”, ou o desejo, como diz Frederic Jameson, através dos quais as manifestações culturais e artísticas não canônicas se incorporam aos estudos e pesquisas realizados nas Universidades.

Creio que, desde o Mestrado, quando estudei a literatura de Lima Barreto, nos anos 80 ainda considerado um autor “menor”, a literatura “off Brodway” já me interessava. Depois, no Doutorado, com o Lima já voltando à cena, preferi trabalhar com as crônicas e o estupendo Diário do Hospício. Aí percebi que não podia ficar só nos estudos literários, tinha que ler e investigar tudo que dizia respeito à cidade, ao Rio de Janeiro dos anos 10, 20. E mais, que era impossível trabalhar estes textos sem pensar na questão de raça no Brasil, na discriminação imposta aos pobres e aos loucos. Depois de defender a tese de Doutorado, em89, me juntei ao grupo que pesquisava questões de gênero e raça no CIEC. Criamos, depois, o PACC – Programa Avançado de Cultura Contemporânea – na UFRJ, especialmente dedicado aos Estudos Culturais.

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Professando as Letras: Identidades em construção

Atualizado em 10 de setembro | 7:02 PM

Em 1972, ou seja, há quase trinta anos atrás, Mikhail Bakhtin de certa forma previa, o que hoje é referido por muitos como a crise da área de Letras e que prefiro chamar de uma atual e saudável flexibilização teórica e metodológica nestes estudos.

Bakhtin referia-se à situação da pesquisa literária na União Soviética no início da década de 70, e lamentava duramente a falta de articulação entre os estudos literários e os problemas mais gerais da sociedade, denunciando a ausência de empenho, por parte dos pesquisadores, na identificação de novas áreas ou fenômenos significantes no campo praticamente ilimitado da produção literária.

Avaliando estes impasses, Bakhtin observa que a ênfase que, por longo tempo, vinha sendo dada à definição das especificidades da literatura, terminou por preterir as questões da interdependência das várias áreas da produção cultural. A ausência de articulações mais concretas entre a literatura e o contexto global da cultura de uma dada época, de certa forma estaria promovendo a marginalização da própria idéia de literatura.

Bakhtin chama ainda a atenção para a flutuação histórica das fronteiras das áreas da produção cultural e observa que sua vida mais intensa e produtiva sempre ocorre nas fronteiras de suas áreas individuais e não nos espaços onde estas áreas tornam-se encerradas em sua própria especificidade.[1]

Na década de 80, a área de Letras começa a responder com mais nitidez às demandas das transformações sociais que vão marcar o final do século XX.

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