Memória do presente, memória do futuro

Atualizado em 15 de setembro | 12:12 PM

Projeto de disponibilização dos arquivos de cultura contemporânea/PACC/UFRJ

APRESENTAÇÃO

O Pacc

O Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC), da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é um programa de excelência acadêmica de caráter interdisciplinar, que articula pesquisadores dos diversos centros de pesquisa da UFRJ e outras universidades, além de organizações da sociedade civil a ele vinculadas. O Programa produz e mantém atualizado o acervo on-line das Bibliotecas Virtuais de Estudos Culturais, Literatura e Artes Cênicas – criadas em 1996 e 2002 pelo projeto Prossiga, do CNPq.  Incorporadas desde 2004 ao SIBI da UFRJ, cada uma dessas bibliotecas relaciona mais de 2.000 sites, todos comentados, referentes às suas áreas específicas.

O PACC ainda abriga vários projetos de pesquisa e realiza uma experiência de ponta através do formato que imprimiu a seu Programa de Pós-Doutorado, que prevê a colaboração transnacional, reunindo especialistas de diferentes áreas e instituições nacionais e estrangeiras por meio de seu projeto de pesquisa à distância, o que certamente vai continuar dinamizando e alimentando a expansão deste acervo.

O PACC é a base conceitual e o laboratório de estudos sobre cultura urbana e globalização do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ. Sua maior ênfase atual é no estudo da cultura urbana, em questões como a exclusão social e as novas dinâmicas da desigualdade nas sociedades em desenvolvimento (vide www.ufrj.br/pacc).

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Processos de Transculturação

Atualizado em 19 de agosto | 12:03 AM

Heloisa Buarque de Hollanda
Coordenação

Introdução – O PACC

O Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC), www.ufrj.br/pacc, é um projeto de ensino e pesquisa vinculado à Sub-Reitoria de Ensino para Graduados e Pesquisa/SR2 e ao Centro de Filosofia e Ciências Humanas/CFCH da UFRJ.

Este Programa foi pensado e criado como resposta à importância crescente de um campo de pesquisa emergente, os Estudos Culturais, que procura responder à necessidade de reavaliação dos referenciais teórico-metodológicos tradicionais da pesquisa sobre cultura, definindo novos objetos e campos de análise e interpretação capazes de dar conta da crescente complexidade das sociedades nacionais bem como das formações supranacionais que marcam a lógica das relações culturais e econômicas do mundo contemporâneo.

Cada vez mais este quadro intensivo de globalização, balizado de um lado pela economia e de outro pela media e pelas redes eletrônicas de informação, concretiza novos contextos para a problemática da transmissão e da recepção da cultura, e evidencia seu impacto nas culturas dos países metropolitanos e periféricos.

A trajetória deste campo de pesquisa – os Estudos Culturais – sinaliza sua definição como um projeto transnacional de reflexão sobre as transformações globais em curso e seu impacto sobre o horizonte de novos paradigmas sócio-culturais. Do ponto de vista de uma relação “sul-norte”, é importante ressalvar que Estudos Culturais são um espaço transnacional desigual, com singularidades determinadas pela história cultural de cada região e por suas tradições específicas de produção de conhecimento.

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Pólo de Informações sobre a Economia da Cultura no Rio de Janeiro

Atualizado em 19 de agosto | 12:01 AM

Heloisa Buarque de Hollanda
Coordenação

Introdução

O segmento referente às atividades vinculadas à Cultura adquire no atual momento uma posição de relevo no tocante não só à própria criação artística, mas igualmente pelos recursos financeiros e tecnológicos que movimenta, assim como em função da renda e dos postos de trabalho que gera em diversos países. Esta constatação torna-se especialmente importante no que diz respeito à cidade do Rio de Janeiro, com sua tradicional vocação para atividades ligadas à produção e divulgação de arte e cultura, além de abrigar os principais acervos e museus do país.

A despeito desta importância, o nível de conhecimento efetivo sobre o peso das atividades culturais na economia nacional ainda é ínfimo, seja no que toca à magnitude dos valores investidos, a seus resultados financeiros, à renda que tais atividades geram para as famílias e para o tesouro, seja no que diz respeito à sua contribuição para a geração de divisas. Há também grande desconhecimento sobre a dinâmica e os processos de produção envolvidos na economia da cultura, em especial quanto à interação dos diversos segmentos que a compõem.

E esta perspectiva, qual seja, apropriar a Cultura como atividade econômica, implica em desenvolver uma abordagem analítica semelhante à dedicada aos outros setores produtivos, requerendo, portanto, indicadores que permitam estimar sua capacidade de geração de riqueza.

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Os Anos 60-70: novas perspectivas

Atualizado em 19 de agosto | 12:01 AM

Heloisa Buarque de Hollanda
Coordenação

Resumo

O projeto “Os anos 60-70: novas perspectivas” pretende reexaminar a literatura crítica produzida sobre o período e analisar a produção cultural desta época a partir de novas perspectivas teóricas e políticas. Assim, este projeto pretende promover novas análises e estimular a reabertura do debate sobre uma época crucial de nossa cultura, aquela produzida sob a égide da censura e da repressão promovida pelo regime militar no Brasil, num momento em que o novo contexto dos processos de globalização recoloca algumas questões graves de desigualdade e exclusão social.

Paralelamente e como conseqüência desta proposta pretendemos ainda abrir e disponibilizar para o público um vasto e precioso acervo documental e de fontes primárias sobre o período atualmente abrigado no Arquivo de Cultura Contemporânea do PACC/UFRJ.

Como estímulo para a pesquisa júnior com este material, será ainda organizado um concurso de monografias para estudantes que trabalhem com os documentos do acervo.

 

Objetivos

Reanalisar a produção cultural e suas opções alternativas dos anos 60-80 no Brasil tendo como apoio teórico as correntes de interpretação do “Novo Historicismo” (especificamente aquele desenvolvido pela teoria literária) e dos “Estudos Culturais”. Estas novas perspectivas teóricas certamente permitirão uma necessária revisão no estudo das manifestações culturais em referência que serão examinadas agora não apenas do ponto de vista de resistência à censura e à ditadura, ainda que este fator continue sendo considerado como contexto estrutural destas manifestações, mas sobretudo como período histórico fortemente marcado pelas crises internacionais e pelos efeitos das guerras de descolonização que introduzem a figura do “nativo” no cenário cultural europeu.

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Projeto De Suporte Ao Centro De Documentação Do Programa Avançado De Cultura Contemporânea

Atualizado em 18 de agosto | 11:58 PM

Heloisa Buarque de Hollanda
Coordenação

1. Introdução

Em outubro de 2004, o Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC), do Fórum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), recebeu da Associação Cultural Estudos Contemporâneos (ACEC) um importante acervo originalmente locado na Escola de Comunicação desta mesma universidade.

O interesse do PACC em abrigar o referido acervo é efetivo, na medida em que este programa, de caráter interdisciplinar, está focado nas transformações em curso nas expressões culturais contemporâneas sob o impacto dos processos de globalização, com forte ênfase nas questões da exclusão e das novas dinâmicas da desigualdade nas sociedades em desenvolvimento (vide www.ufrj.br/pacc ).

O conjunto do acervo totaliza: 20 metros de documentos em papel; 1.151 gravações sonoras (1.078 fitas cassetes e 73 rolos); 110 fitas de vídeo; 757 fotografias; 2.182 folhetos; 390 cartazes; 2.287 livros; 285 periódicos não correntes e 157 teses acadêmicas.

Sua formação, ao longo de quase duas décadas, é o resultado de ações empreendidas pelo meio acadêmico, por representantes de movimentos sociais e por agências de apoio à pesquisa, como a Fundação Ford que, conjuntamente, investiu na constituição das coleções, resultado de pesquisas interdisciplinares sobre as relações raciais, de gênero, etnicidade e imigração, e projetos diversos nas áreas de mídia e cultura no Brasil pós anos 1960.

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