“Cultura da Periferia” alcança a TV

Atualizado em 26 de outubro | 12:20 AM

As vozes da periferia ganham força na televisão.

Assista à um trecho do programa “Cultura na Periferia”.

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Programa Professor-Leitor

Atualizado em 15 de setembro | 12:27 PM

O encontro decisivo entre as crianças e os livros se produz nos bancos escolares. Quando se produz numa situação criativa, na qual o que conta é a vida e não o exercício, pode surgir o gosto pela leitura, com o qual não se nasce, pois não é um instinto. Quando se produz numa situação burocrática, quando se maltrata o livro como instrumento de exercícios (cópias, resumos, análise gramatical, etc.), sufocado pelo mecanismo tradicional “exame-julgamento”, pode nascer a técnica da leitura, não o gosto. As crianças saberão ler, mas só lerão se forem obrigadas.

Fernando Savater.

Objetivo

Transformar o professor em leitor através de um percurso pelos diversos ofícios que permitem essa transformação. São eles: ofício de platéia, de leitor, de fomentador de alunos-leitores, de produtor de conhecimento e de professor reflexivo.

 

Justificativa

Temos nos saído muito mal nos índices de leitura do SAEB – Sistema de Avaliação da Educação Básica. Nossas crianças lêem mal e pouco compreendem o que lêem. O conceito de leitura vem se modificando profundamente ao longo das últimas décadas. Se antes significava codificar e decodificar letras em sons e sons em letras, a leitura, hoje em dia, significa ser capaz de navegar nos segredos e mistérios de uma quantidade imensa de gêneros de texto – e seus respectivos contextos – , tais como, carta, requerimento, procuração, notícia, reportagem, propaganda, bilhete, cartaz, romance, conto, poema, charge, relatório, receita, lista de compra, cartão de felicitação, nota fiscal, recibo, verbete de dicionário, cheque, e-mail, crítica de cinema, artigo de opinião, classificados de jornal, mapa, roteiro turístico, guia turístico, placa de sinalização, música, paródia, livro de histórias, biografia, rótulo, entre tantos outros gêneros discursivos possíveis.

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A Nova Expressão das Mulheres da Periferia

Atualizado em 15 de setembro | 12:22 PM

Claudia Ferreira
Heloisa Buarque de Hollanda

 

Não resta sombra de dúvida de que nestes últimos 40 anos, o movimento feminista no Brasil apresentou conquistas definitivas. Entretanto, não há como negar que a grande maioria de mulheres que conduziram estas lutas são mulheres de classe média ainda que estas tenham conseguido disseminar os resultados de suas conquistas para além das fronteiras de classe. Nesse terreno, o século XXI, traz novidades.

Pela via da cultura, mulheres das favelas e das comunidades carentes da periferia começam a apresentar um novo discurso, de alto poder interpelativo e político, que vai conquistando espaço não apenas em suas comunidades locais, mas também nas conexões que vêm se estabelecendo nestes últimos anos entre as vozes da periferia e a experiência social e cultural das classes médias. É surpreendente o potencial da produção cultural dos segmentos ditos “excluídos” e de um nicho representativo específico desta produção, que, neste projeto estamos chamando de a “Nova Expressão das Mulheres da Periferia”.

 

 

Belas, agressivas, cheias de gana e autoconfiança, essas mulheres vêm se destacando na cena cultural, sinalizando formações culturais de dicção inovadora que, além de atrair um público significativo em torno de suas atividades culturais ou empresariais, começam a ser tema de matérias jornalísticas e de debates e seminários acadêmicos.

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A Palavra da Periferia

Atualizado em 15 de setembro | 12:14 PM

Coordenação Heloisa Buarque

Consultoria: Ecio Salles, Sergio Vaz, Marcelino Freire

Local: Fundição Progresso, RJ

A literatura nas periferias é um fenômeno recente que vem se desenvolvendo em proporção geométrica. Além dos autores já conhecidos como Paulo Lins e Ferrez, vários outros surgem despertando o interesse de grandes editoras como Objetiva e Global e vem gerando inúmeras teses acadêmicas. Entretanto, ao contrário do hip hop, o inegável potencial da literatura produzida na periferia ainda não atingiu a ressonância merecida especialmente fora de São Paulo onde se concentram a maioria destas manifestações. Dando apenas um pequeno exemplo da força desta literatura, cito a Cooperifa, cooperativa cultural da periferia, liderada por Sergio Vaz, que consegue mobilizar cerca de 500 pessoas, todas as quartas feiras, em torno de um sarau de poesia  na região de Piraporinha “zona sul de São Paulo”,  perto do cemitério Jd. São Luiz, local conhecido por seu alto índice de violência. Este fenômeno sinaliza a força e a importância da palavra e do livro para estas comunidades.

A partir dessa realidade, o projeto propõe a realização de um grande encontro nacional, intitulado A Palavra da Periferia, reunindo escritores, organizadores de bibliotecas de periferia e autores com produção afim como rappers, repentistas, blogueiros, editores de zines, moda (camisetas, bonés, moletons, adereços) que contenha  inscrições,  poemas, palavras.

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