Asdrúbal Trouxe o Trombone

Atualizado em 26 de agosto | 2:56 PM

Memórias de uma trupe solitária de comediantes que abalou os anos 70

O grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone foi sucesso de público e crítica desde sua estréia, em 1974, com O inspetor geral. A montagem de Trate-me, leão, com Hamilton Vaz Pereira, Regina Casé, Luiz Fernando Guimarães, Perfeito Fortuna, Evandro Mesquita, Nina de Pádua e Patricia Travassos, fez do Asdrúbal o representante do que se passava nos corações e mentes da juventude dos anos 70.

O grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone foi sucesso de público e crítica desde sua estréia, em 1974, com O inspetor geral. A montagem de Trate-me, leão, com Hamilton Vaz Pereira, Regina Casé, Luiz Fernando Guimarães, Perfeito Fortuna, Evandro Mesquita, Nina de Pádua e Patricia Travassos, fez do Asdrúbal o representante do que se passava nos corações e mentes da juventude dos anos 70. Na comemoração dos 30 anos do grupo, a Aeroplano Editora, com o patrocínio da Brasil Telecom, lança Asdrúbal trouxe o trombone – Memórias de uma trupe solitária de comediantes que abalou os anos 70, de Heloisa Buarque de Hollanda.

O livro resgata a trajetória do grupo – contada nas vozes dos próprios atores –, o clima de época, o impacto de suas peças e o inconfundível estilo-Asdrúbal de fazer teatro e ver a vida.

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Esses Poetas – Uma antologia dos anos 90

Atualizado em 26 de agosto | 2:37 PM

Esses poetas – Uma antologia dos anos 90 (Aeroplano, 1998)
Heloisa Buarque de Hollanda

ISBN: 85-86579-02-5
Formato: 11,5 x 18 cm
Número de páginas: 320

Introdução

Essa não é a primeira vez. O fato é que, diante de qualquer formação de consenso a respeito de quedas de vitalidade na produção cultural, sinto-me impelida a organizar uma antologia de novos poetas.  De tempos em tempos, portanto, me surpreendo engajada no processo de identificar sinais do que poderia ser um novo momento literário ou poético. Sei também que é mais ou menos assim que assisto e colaboro, às vezes até a contragosto, com alguns impulsos canônicos que vão se firmando nesse horizonte ainda relativamente impreciso.

Por outro lado, uma das vantagens dos gestos repetitivos é que eles nos levam à perda de algumas ingenuidades. Hoje, tenho certamente mais clareza do que há 20 anos atrás sobre a tarefa do antologista. Já não me povoa mais o propósito de identificar movimentos ou tendências através de uma seleção objetiva na produção poética de uma época.

Meus próprios parâmetros de trabalho, como, por exemplo, a idéia de periodização, vem demonstrando uma fragilidade conceitual irreversível. Até mesmo a noção de valor estético, nestes últimos tempos, foi desestabilizada em função das interpelações sobre sua legitimidade ética e literária promovidas pelos grupos off canone.

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Rachel de Queiroz

Atualizado em 26 de agosto | 2:12 PM

Rachel de Queiroz (Agir, 2009)
Heloisa Buarque de Hollanda

ISBN: 9788562540011
Formato: 13,5 x 21 cm
Número de páginas: 2168

 

Numa palestra recente em Montevidéu, Andreas Huyssen foi, como de costume, absolutamente didático. A figura de Huyssen nestes últimos anos vem crescendo no cenário acadêmico internacional, sem grandes saltos, mas de maneira segura e contínua. Pós-frankfurtiano convicto, Huyssen herdou de seus mestres o compromisso radical com sua época. Até agora, seus ensaios mais conhecidos tem sido uma espécie de cartografia do pensamento contemporâneo diante do advento da cultura do capitalismo tardio ou, como ele próprio prefere, da cultura pós-moderna. Mas, de algum tempo para cá, sua produção teórica parece ter afinal encontrado seu objeto “a”.  Uma reflexão que veio se fazendo através do estudo de uma nova experiência de museu, mais ligado ao consumo e ao lazer do que à preservação das tradições nacionais, que passa pela análise da irresistível “sedução da monumentalidade” (sic) evidenciada pela arquitetura e pela produção artística recentes, até que, agregando e refinando estas questões, aportou no tema atual de seu trabalho sobre a pós-modernidade: o advento de uma relação radicalmente nova com o passado. Ou melhor, a experiência da recodificação do passado como presente, que estaria começando a superar o modelo teleológico de um futuro-presente, eixo da temporalidade modernista.

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