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Atualizado em 1 de julho | 10:25 PM

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Demais obras

 

 

 

 

 

 

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26 Poetas Hoje | download

Atualizado em 9 de janeiro | 2:49 PM

A antologia 26 Poetas Hoje marcou época ao apresentar a poesia marginal, trazendo, em plena vigência da censura, o testemunho da geração AI5 e sua dicção coloquial, irreverente e bem humorada. Uma obra clássica para os interessados em poesia contemporânea, agora revista e já em terceira edição. Participam desta edição Ana Cristina César, Torquato Neto, Geraldo Carneiro, Waly Salomão, Chacal, Bernardo Vilhena, Capinan, entre outros.

26 Poetas Hoje (Aeroplano, 2007, 6. ed.)

ISBN: 85-86579-04-2
Formato: 11,5 x 18 cm
Número de páginas: 272

 

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Apresentação da 2. edição

Esta antologia é certamente datada. Nesta segunda edição, 22 anos depois, procurei evitar qualquer alteração em sua forma original, atendo-me apenas à atualização biobibliográfica das notas finais sobre os autores nela reunidos.

Esse movimento quase institivo de “tombar” a atmosfera política e cultural daquele momento no qual esse trabalho foi realizado, coloca também como pouco atraente a idéia de escrever uma nova introdução. Deixo apenas aqui resgistrada um pouco da história e do contexto de realização desse trabalho.

Estávamos no início da década de 70, um momento no qual as universidades, o jornalismo e a produção cultural,  à imagem e semelhança do Congresso, entraram em recesso por tempo indeterminado.

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Escolhas | download

Atualizado em 9 de janeiro | 2:36 PM

Com mais de 45 anos de magistério, Heloisa Buarque de Hollanda é dona de uma carreira singular. É o que mais se destaca no livro Escolhas: uma autobiografia intelectual, lançado pelas editoras Língua Geral e Carpe Diem.

Sua singularidade é fruto de uma experimentação profissional, arrojada e combativa, que foge dos parâmetros acadêmicos: ficar ao mesmo tempo dentro e fora da universidade, com um pé nos estudos crítico-teóricos e um olho que se volta para o mundo. Não se trata, contudo, apenas de uma alternância de pontos de observação, pois Heloisa busca, sobretudo, articular os dois espaços. Nesse sentido, ela tem deixado em evidência tanto a legitimidade do intelectual, quanto a criatividade e as inovações dos artistas da periferia. É a universidade e a periferia pensando juntas, sem concessões de parte a parte, tornando os dois lugares mais sensíveis a uma compreensão mais ampla da cultura.

Conhecendo-se o percurso profissional de Heloisa Buarque, toma-se pé de boa parte das inovações dos últimos cinquenta anos, muitas das quais antecipadas por ela. Sua carreira vai dos estudos sobre os livros mimeografados dos poetas marginais ao uso criativo da web.

Ao mergulhar no universo da cultura digital desde o seu surgimento, Heloisa começou a discutir o futuro do livro como suporte e o da leitura como percepção.

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Impressões de Viagem – CPC, vanguarda e desbunde | download

Atualizado em 15 de setembro | 11:13 PM

impressoes

Após dez anos fora de catálogo, a Aeroplano Editora relança Impressões de viagem, de Heloisa Buarque de Hollanda. O livro, editado pela primeira vez em 1980, chega à sua quinta edição. Uma percepção refinada da reviravolta na cultura nacional que contém temas que “a universidade brasileira ainda não absorveu ou está absorvendo com dificuldade”, como explica Zuenir Ventura nas orelhas do livro.

As “impressões” dão conta do período final da década de 50 até a queda do Ato Institucional n° 5, em dezembro de 1978. Em sua viagem, a autora investiga três momentos recentes da produção cultural brasileira: a arte revolucionária do Centro Popular de Cultura (CPC), o Tropicalismo e sua censura à intelligentzia de esquerda, a proximidade com os canais de massa e o desbunde, arte marginal do início dos anos 70, alternativa à produção e veiculação do mercado.

Talvez a extrema proximidade com seu objeto de estudo pudesse atrapalhar no diagnóstico da cultura nos anos 60/70. Mas Heloisa consegue com habilidade manter-se isenta criticamente e enriquecer o trabalho com sua experiência vivenciada. Como afirma Silviano Santiago em texto inédito na quarta capa, a leitura de Impressões de Viagem é moderna e deve ser feita de forma crítica para que, lendo o passado, o presente possa ser melhor esclarecido.

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Macunaíma – Da literatura ao cinema

Atualizado em 15 de setembro | 11:20 PM

macunaima

Este livro não é uma coletânea de artigos, nem uma seleção de depoimentos, nem a publicação parcial de uma tese. Trata-se, ao mesmo tempo, de uma montagem e de uma desmontagem.

O que me foi inicialmente proposto pela Diretoria de Operações Não-Comerciais da Embrafilme era a publicação de minha tese de mestrado, Heróis de nossa gente, um estudo sobre a especificidade do mito e a observação das relações intertextuais, em Macunaíma, nas passagens do mito ao livro e do livro ao filme.

Entretanto as normas e pressões acadêmicas que geralmente regem a realização de uma tese universitária me conduziram a caminhos e descaminhos que hoje reconheço mais como a formalização de um sistema de pensamento do que como a discussão das questões que realmente me mobilizavam nos três Macunaímas. E, certamente, neste caso, a minha falta de liberdade e desenvoltura em lidar com a Instituição terminou por me amestrar.

Assim, 4 anos depois, a partir de minha própria insatisfação e tendo em vista o público mais amplo a que esta publicação se dirige, me empenho na tentativa de construir um trabalho com alguns escombros da tese e com a experiência de limites que ela me ensinou.

Este é um livro onde procurei dar a palavra a Mário de Andrade através da montagem de fragmentos de cartas, anotações e prefácios; onde um dos 5 capítulos da tese é inserido como uma ponte entre Mário e Joaquim; onde Joaquim avalia, numa colagem de recortes de jornal, o projeto e o momento do filme; e onde a presença exagerada de imagens oferece uma 4a voz.

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