O livro em transição

Atualizado em 15 de setembro | 11:00 AM

Mercado livreiro do mundo já retira 10% do faturamento da venda de títulos digitais; no Brasil, resistência inicial dos leitores cede facilmente ao apelo dos e-readers, estimulando editoras e livrarias
Thiago Corrêa

Quando entrou em cartaz no ano de 2002, o filme Minority Report – A nova lei do diretor Steven Spielberg causou espanto por apresentar um futuro com painéis interativos que respondiam ao toque das mãos e jornais flexíveis em que as fotografias davam lugar a vídeos. Pois bem, menos de uma década depois, esse futuro se torna realidade com o surgimento e a difusão dos chamados e-readers, aparelhos que servem de suporte para a leitura de livros e periódicos, dando uma nova dimensão ao ato de ler, permitindo a simbiose entre a palavra escrita, sons e animações.

“Estamos falando mais de tecnologia que de livros”, diz o diretor comercial da Livraria Cultura, Fabio Herz Foto: Claudio Wakahara/Divulgacao
Embora tudo nessa área ainda seja incipiente – com muitas perguntas sem repostas sobre o modelo de negócios a ser adotado, o tipo de arquivo utilizado e qual o aparelho que vai emplacar -, essa revolução digital que já atingiu em cheio a indústria da música começa a aparecer em grandes centros, como a cidade de Nova York (EUA).

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Armando Freitas Filho ganha primeira antologia

Atualizado em 5 de agosto | 4:47 PM

Publicado originalmente por Severino Francisco, no Correio Braziliense, em 04/08/2010.

 

“Medalha no seu peito/E no meu o coração”, escreveu o poeta carioca Armando Freitas Filho, no livro Duplo cego, desconfiado de condecorações. Ele conquistou, ao longo de 55 anos de atividade poética, um grupo seleto de leitores, que inclui Antonio Cândido, Ferreira Gullar, José Miguel Wisnik, Silviano Santiago, João Moreira Salles e Walter Carvalho, entre outros. É reconhecido na condição de um dos melhores poetas brasileiros.

E, agora, aos 70 anos de idade, Armando vive um instante de consagração, com o lançamento de sua primeira antologia, organizada pela professora Heloísa Buarque de Hollanda (Global Editora): “A poesia de Carlos Drummond já foi difícil, mas hoje é mais fácil. Espero que a minha também esteja nesta fase, sem afrouxar a tensão”, comenta o poeta. Armando é tema de dois documentários recentes: Fio terra, de João Moreira Salles, e Manter a linha da cordilheira sem o desmaio da planície, de Walter Carvalho, ainda em fase de finalização. Essa antologia tem o mérito de iluminar a poesia de Armando, mostrando que ele nada tem de um poeta esotérico, sempre expõe a sua verdadeira vida: “Escrevo a minha vida./E o que sai do meu sonho/ou do meu punho/vem pela mesma veia/em dicção urgente.”

Aos 15 anos, para estupefação de sua família, ele decidiu que seria poeta.

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Antes e depois da meia-noite

Atualizado em 27 de maio | 1:52 AM

ANTES E DEPOIS DA MEIA-NOITE

Para a professora Heloísa Buarque de Hollanda, 1968 pautou uma agenda de políticas para as minorias

Ela hospedou um dos réveillons mais comentados da história do Rio de Janeiro. Na virada de 67 para 68, a “casa do Luís e da Helô” recebeu artistas, políticos, jornalistas e socialites para uma celebração que prenunciaria a convulsão de transformações prestes a vingar no ano vindouro. Para se ter uma idéia do alvoroço que tomou conta do espaço, só naquela noite 17 casamentos foram desfeitos – inclusive o da própria anfitriã. Heloísa Buarque de Hollanda saiu dali para se consolidar como uma das mais importantes pesquisadoras de Estudos Culturais no Brasil. Para ela, que atua como professora de Teoria Crítica da Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o espírito de coletividade cultivado em 68 se manifesta na vida pulsante das periferias, motivo pelo qual ela se faz otimista quanto ao futuro.

“A revolução de 68 não aconteceu, mas acho que ela formulou uma agenda. Hoje a ecologia está na pauta nacional, as minorias têm políticas próprias pra si. Você não tem mais um projeto único. Ele implodiu e as ruínas germinam hoje em vários espaços”, afirma.

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Perfil da Heloisa Buarque de Hollanda, por Luiz Noronha

Atualizado em 20 de abril | 12:08 AM

No próximo dia 28 o seguinte perfil será lido, por Luiz Noronha, na ABL, em homenagem ha Mulher do Ano na Literatura, Heloísa Buarque de Hollanda:

Helô na ABL

Tem gente que fala pelos cotovelos. Heloísa Buarque ouve pelos cotovelos e por todas as demais articulações, como se fosse uma antena. Foi graças a essa peculiar habilidade que ela fez as descobertas que deram em livros como  “26 poetas Hoje”,  “Impressões de Viagem”, “Cultura e Participação nos anos 60”, “Pós Modernismo e Política”, “O Feminismo como Crítica da Cultura”, “Horizontes Plurais: novos estudos de gênero no Brasil”, “Esses poetas: uma antologia dos anos 90”, “Guia Poético do Rio de Janeiro” e “ENTER, uma antologia digital”, entre várias outros textos, artigos e obras seminais, fundamentais, estruturais e estruturantes. Mas Heloísa não é só escritora, crítica e ensaísta.

Tem gente cujo olho funciona como a janela da alma. Os olhos de Heloísa são os filtros de um universo do qual fazem parte a direção do programa “Culturama”,  na TVE , “Café com letras”, na Rádio MEC, e, em algum cinema que um dia esteve perto de você, dos documentários “Dr. Alceu”, “ Joaquim Cardozo” e “Xarabovalha, o teatro independente nos anos 70”. Mas Heloísa não é só uma escritora, crítica, ensaísta e artista multimídia.

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Heloisa vence o Premio de Cultura do Rio de Janeiro

Atualizado em 15 de fevereiro | 10:23 PM

Dia 11 de fevereiro ocorreu a entrega do Prêmio Cultura do Estado do Rio de Janeiro, responsável pela unificação dos prêmios Golfinho de Ouro e Estácio de Sá.

Heloisa Buarque de Hollanda foi premiada na categoria Comunicação com o troféu  criado pelo artista plástico Jorge Barrão.

mais informaçõs no Portal Literal e no Site da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro

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