Exposição Manobras Radicais | 2006

Atualizado em 15 de setembro | 1:41 PM

A negra, de Carmella Gross

Apresentação

A exposição Manobras Radicais propõe um trabalho de reflexão conceitual sobre um movimento e um desvio na arte brasileira recente. São singularidades, diferenças e indiferenciação dos gêneros estabelecidas radicalmente a partir das estratégias – ou de sua ausência deliberada – de artistas mulheres.

Como se posicionam estas mulheres na arte e a partir da arte,  nos últimos dez anos? Existiria hoje uma crise das idéias sobre o feminismo, conforme se enuncia no discurso de algumas pensadoras  como Camille Paglia? As jovens produtoras de cultura brasileiras se reconhecem como feministas ou rejeitam ou subvertem essa idéia? Como experimentam na arte o poder crítico conquistado no século XX, conhecido como o Século das Mulheres?

A partir de suas próprias características, o meio cultural brasileiro sempre foi muito refratário a algumas idéias discutidas no Hemisfério Norte, do debate sobre “arte conceitual” nos anos 70 aos fóruns recentes sobre o “multiculturalismo”, a “pós-modernidade” e, até mesmo em muitos casos entre artistas-mulheres, o “feminismo”.

É precisamente nesse ponto de inflexão, que esta exposição vai indagar a direção das manobras e da força transformadora da arte produzida pelas novas gerações de mulheres hoje no Brasil.

Os Cem, de Jac Leirner


Manobras Radicais propõe colocar em debate o modo como, nos últimos 15 anos, artistas mulheres ampliam a pauta da arte brasileira, diversificam as estratégias de abordagem de suas questões e potencializam criticamente o discurso feminista clássico dos anos 1960 a 1980.

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