O pessoal é político

Atualizado em 29 de novembro | 9:20 AM

Trabalho sobre Poesia Marginal, por Michelle Lopes.

A Poesia Marginal surgiu pela necessidade de expressão em meio a opressão da Ditadura Militar no Brasil aproximadamente na década de 70 na cidade de Rio de Janeiro e se espalhou por cidades de São Paulo. Minha pesquisa se baseou na hipótese de que pessoas que não se conhecem e que participaram do movimento pudessem ter vivido momentos em comum devido a sua participação. Assim, realizei entrevistas com duas mulheres de cidades diferentes e que não se conhecem: a organizadora da antologia 26 poetas hoje, Heloisa Buarque de Hollanda, e a poeta Dulce Adorno. Analisei a antologia, a autobiografia e o livro que garantiu a Heloisa seu doutorado em Literatura e também o livro de poesias não publicadas de Dulce. Minha pesquisa concluiu que os participantes e observadores deste movimento acompanharam a efervescência dos acontecimentos e pensamentos da época e que elas, assim como outras pessoas distintas do movimentos, fizeram com que este tomasse forma através de suas reflexões, estudos e poemas.

 

 

Apresentação-Michelle Lopes from admin on Vimeo.

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Heloisa Buarque de Hollanda e o longo caminho da academia para as periferias

Atualizado em 28 de outubro | 11:38 AM

Publicado originalmente por Angelo Mendes Corrêa no Verbo21, em outubro 2010.


Paulista de Ribeirão Preto, ainda pequena Heloísa Buarque de Hollanda transferiu-se para o Rio de Janeiro com a família. Lá cursou a graduação em Letras na Pontifícia Universidade Católica (PUC/RJ) e o mestrado e doutorado em Teoria da Literatura na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Na Columbia University, em Nova York, fez pós-doutorado na mesma área. Em 2009, após mais de quatro décadas de intensas atividades na UFRJ, aposentou-se na condição de livre-docente. De forma paralela à docência e à pesquisa, atuou como jornalista, com passagem pelo Jornal do Brasil; radialista, na Rádio MEC; apresentadora de televisão, na TVE/RJ; diretora do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro e editora, dirigindo a Aeroplano, voltada para projetos editoriais alternativos, além de ter sido a organizadora da importante antologia 26 Poetas Hoje, em 1976, que significou verdadeiro marco na história recente da literatura brasileira. Nesta entrevista , além de relembrar os momentos mais marcantes de sua prolífica e ímpar trajetória , contou sobre sua paixão mais recente: a Universidade das Quebradas.

Fato que muitos desconhecem é que você nasceu em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

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Literatura e cultura em tempos digitais

Atualizado em 29 de setembro | 4:36 PM

A nova coluna Cibercultura, do suplemento cultural Correio das Artes no jornal paraibano A União, entrevistou em sua estreia a professora Heloísa Buarque de Hollanda. Clique aqui para ver ler o arquivo em pdf.

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O livro em transição

Atualizado em 15 de setembro | 11:00 AM

Mercado livreiro do mundo já retira 10% do faturamento da venda de títulos digitais; no Brasil, resistência inicial dos leitores cede facilmente ao apelo dos e-readers, estimulando editoras e livrarias
Thiago Corrêa

Quando entrou em cartaz no ano de 2002, o filme Minority Report – A nova lei do diretor Steven Spielberg causou espanto por apresentar um futuro com painéis interativos que respondiam ao toque das mãos e jornais flexíveis em que as fotografias davam lugar a vídeos. Pois bem, menos de uma década depois, esse futuro se torna realidade com o surgimento e a difusão dos chamados e-readers, aparelhos que servem de suporte para a leitura de livros e periódicos, dando uma nova dimensão ao ato de ler, permitindo a simbiose entre a palavra escrita, sons e animações.

“Estamos falando mais de tecnologia que de livros”, diz o diretor comercial da Livraria Cultura, Fabio Herz Foto: Claudio Wakahara/Divulgacao
Embora tudo nessa área ainda seja incipiente – com muitas perguntas sem repostas sobre o modelo de negócios a ser adotado, o tipo de arquivo utilizado e qual o aparelho que vai emplacar -, essa revolução digital que já atingiu em cheio a indústria da música começa a aparecer em grandes centros, como a cidade de Nova York (EUA).

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Livro, leitura e era digital

Atualizado em 27 de maio | 1:38 AM

Livro, leitura e era digital

1- Livro, para Arlindo Machado, é “todo e qualquer dispositivo através do qual uma civilização grava, fixa, memoriza para si e para a posteridade o conjunto de seus conhecimentos, de suas descobertas, de seus sistemas de crenças e os vôos de sua imaginação”. Essa definição transcende a própria ideia de registro escrito. O que está em crise: o paradigma seqüencial e linear do livro impresso ou o livro propriamente segundo a concepção de Machado?

R: Acho que os dois. De um lado o texto , cada vez mais, se faz na foram de hiper links, não linear, e não seqüencial. Essa tendência vc pode inclusive aferir na própria escrita dos autores mais jovens que foram criados sob a égide da internet. É um comportamento que está estruturando a percepção e a escrita das novas gerações e o livro começa a acompanhar a necessidade de novos modelos não lineares. De outro, o registro da memória e o registro de praticas culturais cada vez mais se dá em suportes vários, inclusive  o livro, mas não apenas no papel impresso do livro. Existem ainda experiências cada vez mais freqüentes de utilização de convergência de mídias, ou seja da utilização simultânea de suportes diversos.

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