Entrevista por Antonio Herculano Lopes e Joëlle Rouchou

Atualizado em 14 de julho | 12:27 PM

Entrevista realizada por Antonio Herculano Lopes e Joëlle Rouchou com a colaboração de Ana Pessoa e Beatriz Resende
realizada no dia 5 de novembro de 2013, no Museu de Arte do Rio-MAR, Rio de Janeiro.

 

Escritos – Como era a Helô de 68?

HBH: Ela era igual a todas as Marias da época Aquele era um momento muito muito intenso. Hoje as jovens querem ser modelo, naquela época as jovens queriam ser guerrilheiras…. Eu era muito parecida com as minhas amigas, não tinha nada de especial. Em todos os sentidos , o político, do profissional, era uma hora que a bandeira era mudar o mundo, mudar a própria vida. Talvez no cotidiano a meta de mudar o mundo fosse até mais fácil do que mudar a vida…. Porque o seu pai não queria que você mudasse a sua vida, a sua mãe não queria, o seu marido não queria, ninguém queria, bem difícil!
Eu já era casada, o que ainda piorava a situação. O resultado era muita psicanálise e psicanálise cinco vezes por semana , toda essa jovem dessa geração de classe média fazia. Era regra. E isso vinha também de uma vontade forte de dar um salto existencial, botar fogo no apartamento, como dizia a música… Essa era a vontade maior.

Continue lendo »

As antologias de Heloisa Buarque

Atualizado em 9 de dezembro | 7:51 AM

Publicado originalmente por Ramon Mello no SaraivaConteúdo, em 07.12.2009.

Heloisa Buarque de Hollanda tem mais de 45 anos de magistério, onde construiu uma carreira singular. Agora, ela lança o livro Escolhas: uma autobiografia intelectual pelas editoras Língua Geral e Carpe Diem, onde é possível conhecer seu percurso que acompanha nomes e fatos importantes do pensamento e da arte do século XX. A obra se destaca também pelo seu hibridismo, mistura de ensaio e autobiografia, apego à tradição e ao futuro. 

> Assista à entrevista exclusiva de Heloisa Buarque de Hollanda ao SaraivaConteúdo

Leia  a seguir um trecho da introdução de Ramon Mello, que organizou o livro, além de outro trecho de Escolhas, onde Heloisa comenta sobre as antologias que organizou.

HELÔ 7.0

Por Ramon Mello

“O que leva uma renomada professora de setenta anos, com mais de quarenta e cinco anos de magistério, entregar a organização de sua biografia a um jovem poeta?”, foi o que me perguntei ao longo da organização deste livro. E ainda busco a resposta.

Através da poeta Maria Rezende e do cineasta Murilo Salles, tive o privilégio de conhecer a professora Heloisa Buarque de Hollanda, num debate sobre o universo dos blogs, o Blografias.

Continue lendo »

Conexões entre periferia e web

Atualizado em 24 de outubro | 10:27 PM

Em entrevista ao jornal Destak, em 24/08/2011, Heloisa  fala sobre o poder da palavra na cibercultura, tema discutido com os seus convidados, Pierre Levy e Gilberto Gil, no Oi Cabeça.

“Os assuntos do momento são internet e periferia para Heloisa Buarque deHollanda.A partir desses objetos de estudo, a professora de 73 anos, sempre interessadaem estudar microtendênciasatuais, já criou dois projetos: o Universidade das Quebradas e o Polo Digital.

O último é um grupo que estuda novos conceitos sobre cultura digital, e oprimeiro pretende estabelecer trocas de conhecimento entre universidade e periferia.“Com o conhecimento só da periferia ou só da classe média, não vamos sair do lugar. A ideia é ensinar à periferia e aprender com ela. É produzir nova cultura através dela”, explica.

Heloisa ainda está à frente do Oi Cabeça, série de encontros gratuitos com intelectuais do Brasil e do mundo. Amanhã, às 19h30, Pierre Levy e Gilberto Gil discutem o poder da palavra na cibercultura, no Oi Futuro do Flamengo.”

Clique na imagem abaixo para ler a entrevista completa.

Continue lendo »

Literatura e cultura em tempos digitais

Atualizado em 29 de setembro | 4:36 PM

A nova coluna Cibercultura, do suplemento cultural Correio das Artes no jornal paraibano A União, entrevistou em sua estreia a professora Heloísa Buarque de Hollanda. Clique aqui para ver ler o arquivo em pdf.

Continue lendo »

Livro, leitura e era digital

Atualizado em 27 de maio | 1:38 AM

Livro, leitura e era digital

1- Livro, para Arlindo Machado, é “todo e qualquer dispositivo através do qual uma civilização grava, fixa, memoriza para si e para a posteridade o conjunto de seus conhecimentos, de suas descobertas, de seus sistemas de crenças e os vôos de sua imaginação”. Essa definição transcende a própria ideia de registro escrito. O que está em crise: o paradigma seqüencial e linear do livro impresso ou o livro propriamente segundo a concepção de Machado?

R: Acho que os dois. De um lado o texto , cada vez mais, se faz na foram de hiper links, não linear, e não seqüencial. Essa tendência vc pode inclusive aferir na própria escrita dos autores mais jovens que foram criados sob a égide da internet. É um comportamento que está estruturando a percepção e a escrita das novas gerações e o livro começa a acompanhar a necessidade de novos modelos não lineares. De outro, o registro da memória e o registro de praticas culturais cada vez mais se dá em suportes vários, inclusive  o livro, mas não apenas no papel impresso do livro. Existem ainda experiências cada vez mais freqüentes de utilização de convergência de mídias, ou seja da utilização simultânea de suportes diversos.

Continue lendo »