Heloisa Buarque e Professor Anani Dzidienyo

Atualizado em 14 de setembro | 11:05 AM


Heloisa Buarque e Professor Silviano Santiago

Atualizado em 14 de setembro | 11:03 AM


Heloisa Buarque e Rachel de Queiroz

Atualizado em 6 de julho | 12:12 PM


Vida de artista

Atualizado em 6 de outubro | 12:38 PM

Artigo publicado originalmente no Jornal do Brasil, em 13.03.1982.

 

Provavelmente, neste momento, empilhado na gráfica em montes de folhas soltas à espera de capa e com aquele genial cheiro de tinta fresca, pode-se ver o Mar de Mineiro, novo livro de Antonio Carlos de Brito — o Cacaso. O interesse e a curiosidade desse lançamento ligam-se diretamente ao fato de que Cacaso, que não é mineiro, mas “paulista” de Uberaba, talvez seja o autor que, com maior fidelidade, expressa a imagem do poeta e o sentido mais específico das conquistas da nova poesia que se firmou nos últimos 10 anos entre nós.

Sem pressa, passemos primeiro em revista sua ficha técnica: 38 anos (feitos hoje, 13 de março), desconfiado, infalivelmente acompanhado de uma grande bolsa de couro cheia de anotações, papéis e caderninhos União, formado em Filosofia pela UFRJ, professor de Letras na PUC e na UFRJ por um tempo, aluno aplicado da pós-graduação da USP também por um tempo, ensaísta dos bons, poeta (Palavra Cerzida, 1967; Grupo Escolar, 1973; Segunda Classe, com Luís Olavo Fontes, 1975; Beijo na Boca, 1975; e Na Corda Bamba, 1978), letrista parceiro de Tom Jobim, Edu Lobo, Djavan, Sueli Costa, João Donato, Nelson Angelo, Novelli & muitos outros, e, mais recentemente, compositor.

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