Heloisa vence o Premio de Cultura do Rio de Janeiro

Atualizado em 15 de fevereiro | 22:23

Dia 11 de fevereiro ocorreu a entrega do Prêmio Cultura do Estado do Rio de Janeiro, responsável pela unificação dos prêmios Golfinho de Ouro e Estácio de Sá.

Heloisa Buarque de Hollanda foi premiada na categoria Comunicação com o troféu  criado pelo artista plástico Jorge Barrão.

mais informaçõs no Portal Literal e no Site da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro


Golfinho de Ouro e Estácio de Sá

Atualizado em 9 de fevereiro | 20:53

Heloisa Buarque de Hollanda é uma das indicadas para o prêmio Golfinho de Ouro e Estácio de Sá, na categoria Comunicação. Os vencedores serão escolhidos pelo conselho na tarde do dia 10.

Leia mais aqui!


26 Poetas Hoje – download

Atualizado em 9 de janeiro | 14:49

A icônica coletânea “26 Poetas Hoje” (1975) , organizada  por Heloisa Buarque de Hollanda, está agora disponível para download, no link a seguir:

26 Poetas Hoje – download


Escolhas – download

Atualizado em 9 de janeiro | 14:36

O primeiro livro que disponibilizamos para download é o mais recente lançamento da Heloisa, “Escolhas” (Língua Geral, 174 pgs.).

Para download de ESCOLHAS, clique aqui


Livros para baixar

Atualizado em 9 de janeiro | 14:21

Estamos criando uma nova categoria no site, onde disponibilizaremos para download os livros da Heloisa Buarque de Hollanda.


Máquina de escrever

Atualizado em 27 de dezembro | 15:58

Aventureira do intelecto

Postado por Luciano Trigo em 19 de dezembro de 2009 às 10:24

Heloisa Buarque
capa

Heloisa Buarque de Hollanda lança livro de memórias e diz que a Internet pode ser o novo espaço da contracultura

Da contracultura dos anos 60 à cultura digital do novo milênio, da poesia marginal aos poetas da periferia, Heloisa Buarque de Hollanda sempre esteve na vanguarda do pensamento sobre a literatura, a comunicação e a cultura no Brasil. Aos 70 anos – 45 de magistério – ela está lançando sua autobiografia intelectual, Escolhas (Língua Geral, 174 pgs. R$35). Embora a trajetória de Heloisa seguramente rendesse um livro bem mais volumoso, trata-se de uma leitura mais do que necessária, sobretudo num momento de mudanças radicais promovidas pela globalização e pela convergência tecnológica. Professora avessa a se fechar nos muros da academia (pecado de tantos colegas) e empreendedora criativa, à frente da editora Aeroplano e de projetos ousados como o Portal Literal e o Enter – Antologia Digital, Heloisa também foi ajudou a introduzir o debate sobre as questões de gênero no Brasil. Nesta entrevista, ela fala sobre o impacto da Internet e das redes sociais, compara a juventude dos anos 60 à de hoje e diz que suas melhores escolhas na vida foram as afetivas.

- Você nasceu em Ribeirão Preto. Fale um pouco sobre sua infância e a atmosfera familiar.  Quais eram as conversas em casa, que lembranças foram marcantes? Houve episódios, já na adolescência,  que de certa forma determinaram ou ajudaram a traçar seu futuro itinerário?

HELOISA BUARQUE DE HOLLANDA: Minha família era uma família de folhetim: minha mãe filha de fazendeiros de Minas Gerais, meio princesa, e meio pai um plebeu baiano médico, violinista e comunista, que chega em Ribeirão Preto para tentar a vida. É claro que minha mãe se apaixonou por ele. É claro que a familia dela foi contra. Ela fugiu com ele, e foram felizes para sempre. Acho que nesse panorama eu tinha que acreditar na aventura e na transgressão…

- Tendo vivido o sonho e a utopia dos anos 60, como você enxerga a relação da juventude hoje com a cultura e a política?

HELOISA: Acho que os jovens de hoje tem um quadro político e sobretudo econômico bem diferente do nosso e também bem mais difícil.  Nos anos 60 estávamos vivendo uma época de estabilidade econômica e mesmo de fartura, portanto o sonho era totalmente permitido. Hoje, o pesadelo do desemprego é um fato real. e os jovens tem que lidar com isso. Entretanto, vejo em termos de micropolíticas como igualdade sexual e racial, meio-ambiente e outras, uma consciência bem politizada nesses jovens. Acho também que os anos 60 de certa forma foram movidos pela euforia mas também pelo autoritarismo. Quem não vestisse a camisa do sonho era “quadrado” e excluído de qualquer debate, sem direito a apelação. Hoje faz-se politica através de um código de negociações e não de voluntarismos. Mas que viver sob a desvairada utopia dos 60 era bom,  era!

- No mundo globalizado de hoje ainda há espaço para uma contracultura que não seja rapidamente apropriada e enquadrada pelo mercado? Quais são os principais efeitos culturais da globalização?

HELOISA: A globalização traz a possibilidade de redes culturais transnacionais. Isso, junto com a Internet, pode se tornar uma força política considerável. A maioria dos teóricos da cultura de Internet atribui o seu nascimento às forças politicas da contracultura. O que não deixa de ser bastante interessante , na medida em que tendemos a opor a cultura globalizada à contracultura…

- Em momentos diferentes, você organizou antologias de novos poetas. Como avalia a produção poética brasileira hoje? Depois da poesia marginal, houve algum movimento digno de nota? Por que a poesia parece não repercutir mais como antes?

HELOISA: Acho que hoje a idéia de movimento ou de vanguarda está meio esvaziada. Movimentos não temos, mas proliferação sim. Temos poesia de todas as formas e formatos , incluisive a poesia marginal da periferia, o que não é dizer muito para definir uma época. Uma coisa que possa talvez ser um diferencial é o volume da produção, que me parece sem igual. Temos também a influência da convergência de mídias ,  possibilitada pela Internet, que faz com que a poesia possa ser experimentada e expandida em plataformas diversas o que é bem interessante e talvez atraia os jovens justificando a quantidade praticamente inédita da produção de hoje.

- Em que momento a questão do gênero entrou com mais força na sua atividade como pesquisadora? E o que mudou de lá pra cá?

HELOISA: Entrou só quando fui fazer um pós-doutorado nos Estados Unidos. Só de longe me permiti assumir uma postura mais feminista e perceber a importância das teorias de gênero como instrumento de análise. É interessante, porque existe um estudo de Cíntia Sarti que mostra que as lideranças feministas, tanto da militância quando da academia, tiveram uma passagem no exterior no começo de suas atividades. No Brasil, é complicado você assumir sem constrangimento posições explicitamente feministas. Isso nos anos 70/80. Hoje em dia já é bem diferente. As coisas mudaram para melhor…

- Como você analisa o fenômeno das redes sociais na Internet e seu impacto sobre a sociedade, a cultura e o comportamento? Aliás, que lições você tira do Portal Literal em relação ao real impacto da Internet?

HELOISA: As redes sociais são interessantes para a área de literatura porque fazem com que os jovens percam o medo de escrever e exercitem a expressão escrita com desenvoltura, seja lá em que dialeto for. Mas reconheço que essa pergunta é mais complexa do que isso… Quanto ao Portal Literal, vem sendo um experiência que muda dia a dia. Não só pela rapidez da mudança dos softwares, códigos e mesmo  plataformas da web mas também porque o específico do campo literário resiste muito a algumas transformações em curso. E isso me chama diariamente atenção. Por exemplo, mudamos para 2.0 pensando em poder abrigar a demanda reprimida da diversas regiões do Brasil, e a discussão sobre a qualidade dos textos  veiculada pelo Portal esquentou. Tivemos que dividir em dois o Portal. Uma parte editorial fechada , cheia de assinaturas que legitimam textos, e outra mais democrática que aceita postagens sob o critério da votação dos usuários. Isso é curioso, porque não acontece no Overmundo, que é um portal cultural e não só de literatura…

- Ainda sobre a Internet e a digitalização geral da vida, como enxerga a perspectiva real do fim do livro de papel? Como a Internet afeta a literatura e outras formas de expressão e consumo de produtos artísticos?

HELOISA: A internet é uma cultura hoje  não dá para escapar. O livro vai sobreviver mas vai certamente se reconfigurar. Assim como o sistema do livro inteiro. O que mais me parece a perigo não é o livro, mas a livraria. Essa posição de intermediário vai ter que ser reinventada radicalmente ou vai desaparecer. Enfim, a Internet afeta claramente o comportamento, a criação e o o consumo culturais. Ainda é um pouco cedo para avaliarmos o alcance desses efeitos, mas a sorte já está lançada.

- Com que intelectuais, vivos ou mortos, você mais dialoga hoje, e por quê? Qual é, por assim dizer, a sua agenda hoje? Quais são as questões que estão te mobilizando agora, e quais autores te interessam mais?

HELOISA: Dialogo com poetas, com ativistas e com os amigos de sempre como o Silviano Santiago, o Boaventura de Souza Santos, a Beatriz Resende. Mas meu trabalho,  por ser muito centrado no contemporâneo, me leva ao campo, e é aí que se estabelecem as relações indispensáveis. É o caso atualmente dos autores e artistas da periferia  com os quais diariamente me comunico e troco informações e idéias.

- Como avalia o jornalismo cultural praticado hoje? Existe um excesso de agenda de “artes e espetáculos” e uma carência de textos mais criativos e profundos – como havia, por exemplo, no caderno B dos anos 70 e 80?

HELOISA: Eu protejo os cadernos culturais com unhas e dentes, porque sei que eles são sobreviventes e estão resistindo com muita dificuldade ao momento de crise dos jornais e, nesse quadro, fazendo o melhor que podem. Me parece mesmo heróico o que os jornalistas culturais ainda conseguem fazer nessa situação de precariedade e ameaça continua de fechamento. É uma situação bem diferente de 70/80, quando o jornal ainda era o canal de informação mais prestigiado que tínhamos.

- Para concluir: cite algumas das melhores escolhas que você fez na vida. E, se possível, algumas que você repensaria hoje.

HELOISA: As melhores escolhas foram as afetivas. Teria os mesmos amigos, casaria com os mesmos maridos. A que eu repensaria seria a escolha profissional. Provavelmente eu teria escolhido uma profissão mais por lados da arquitetura e do design se me fosse permitido começar tudo de novo.

LEIA TAMBÉM:

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Estadão Cultura

Atualizado em 14 de dezembro | 15:47

Heloisa fala sobre sua biografia intelectual.

Caderno de Cultura do Estadão


CV Resumido

Atualizado em 8 de dezembro | 9:54

Heloisa Buarque de Hollanda, Professora Titular de Teoria Crítica da Cultura da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É Coordenadora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea/ Fórum de Ciência e Cultura/UFRJ, Diretora d´O Instituto Projetos e Pesquisa e da Aeroplano Editora Consultoria Ltda bem como Curadora do Portal Literal (www.literal.com.br). Foi também Diretora da Editora UFRJ e do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. Dirigiu o Programa Culturama na TVE , Café com letra Radio MEC e os documentários cinematográficos: Dr. Alceu, Joaquim Cardozo e Xarabovalha, o teatro independente nos anos 70. Foi curadora de várias exposições entre elas Dez anos sem Chico Mendes (SESC Rio 1998), Estética da Periferia (Centro Cultural dos Correios RJ, julho de 2005), Estética da Periferia: Diálogos Urgentes (MAMAM de Recife setembro de 2007),  Manobras Radicais – artistas mulheres na década de 90 (CCBB de SP agosto de 2006), Blooks (blogs + books) (Instituto Oi Futuro RJ agosto de 2007 e SESC Pinheiros SP Maio de 2009), H20, o futuro da águas (SESC Rio, Janeiro de 2009),  Vento Forte: 50 Anos de Teatro Oficina (Centro Cultural dos Correios RJ Janeiro de 2009) e O Jardim da oposição (Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Junho de 2009). Tem inúmeros artigos nas áreas arte, literatura , cultura digital, cultura da periferia e políticas culturais. Publicou  vários livros entre eles: 26 poetas Hoje,  1976, Macunaíma da Literatura ao Cinema, 1979, Impressões de Viagem 1979, Cultura e Participação nos anos 60, 1982, Pós Modernismo e Política 1991, O Feminismo como Crítica da Cultura 1994 e Horizontes Plurais: novos estudos de gênero no Brasil 1998, Esses poetas: uma antologia dos anos 90,  1998, Cultura em trânsito: da repressão à abertura (c/ Zuenir Ventura e Elio Gaspari), 1999, Correspondência Incompleta: Ana Cristina César, (c/ Armando Freitas Filho),  1999, Guia Poético do Rio de Janeiro, 2001 e Puente, Pontes.Fondo de Cultura, Buenos Aires, 2003, Asdrúbal Trouxe o Trombone: memórias de uma trupe solitária de comediantes que abalou os anos 70. Rio de Janeiro, Aeroplano Editora, 2004 As melhores crônicas de Rachel de Queiróz Rio de Janeiro, Global Editora, 2005 Rachel de Queiroz, Rio de Janeiro,  Ediouro/Agir , 2006 e Outra línea de fuego CDMA, Málaga, 2009, ENTER, uma antologia digital, 2009, Escolhas uma autobiografia intelectual. Editora Língua Geral 2009.


CV mini

Atualizado em 8 de dezembro | 9:53

Heloisa Buarque de Hollanda, nascida em Ribeirão Preto, SP, é escritora,  professora de teoria crítica da cultura da UFRJ,  coordenadora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea, Diretora da Aeroplano Editora Consultoria Ltda, do Instituto Projetos e Pesquisa e Curadora do Portal Literal (www.literal.com.br) . É autora de muitos livros entre eles Impressões de Viagem , Cultura e Participação nos anos 60, Pós Modernismo e Política, O Feminismo como Crítica da Cultura , Guia Poético do Rio de JaneiroAsdrúbal Trouxe o Trombone: memórias de uma trupe solitária de comediantes que abalou os anos 70 , Rachel de Queiroz, Outra línea de fuego: 15 poeas ultracontempraneas, Enter, uma antologia digital; Escolhas: uma autobiografia intelectual.


Fliporto 2009

Atualizado em 25 de novembro | 10:43

Leia a matéria: No ano em que a Fliporto fica ainda mais digital,
Heloísa Buarque de Holanda revela como será o futuro do livro

Fliporto_2009