Entrevista para Revista do Parlamento Paulistano

Atualizado em 14 de abril | 11:47 AM

Entrevista original disponível em: http://www.camara.sp.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=11032&Itemid=240

 

Quando a periferia começa a fazer saraus, ela se apropria de um formato criado por uma elite cultural e tradicionalmente associado a amenidades sociais, prosecco em bandeja e piano de cauda. Quem já foi a um sarau de periferia percebe que eventos deste tipo têm um significado forte para seus participantes, a ponto de vários sauzeiros cruzarem a cidade, de trem ou de ônibus, para participar de um deles. Além do mais, os saraus da periferia reúnem vários elementos que vão além do que a gente costuma chamar de “estético”: há contestação social, formação literária, discussão de problemas da comunidade… Afinal, qual é o significado de um sarau da periferia?

HB: Acho que os saraus sempre foram importantes, no séc. XIX por exemplo foi uma oportunidade importante para as mulheres sairem do espaço doméstico interno das casas e começarem a se socializar. Há estudos sobre isso. De qualquer forma os saraus são oportunidades de encontros e confrontos nada desprezíveis. Acho que a tradição do sarau conta essa história. No caso atual é uma oportunidade única de agregar uma comunidade em torno destímulo à criação e a literatura que é uma expressão vista como de elite por essas mesmas comunidades e se apropriar dela.

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Aula inaugural na Faculdade de Letras, 2014

Atualizado em 10 de março | 8:50 AM

A professora e coordenadora do PACC Heloisa Buarque de Hollanda realizou a Aula Inaugural do primeiro semestre de 2014 na Faculdade de Letras (Auditório G-2), no dia 20 de fevereiro. A Aula teve como tema “Pesquisas sonhadas alto: como formei um universo teórico para trabalhar com as margens do cânone”.

> Clique aqui para ler a aula inagural de Heloisa Buarque

 

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Heloisa Buarque de Hollanda, Personalidade 2013 do IAB-RJ

Atualizado em 9 de dezembro | 8:03 PM

O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ) realizou,  na última sexta (6/12), a festa anual dos arquitetos e a entrega de um dos mais importantes e tradicionais prêmios da arquitetura do país, a 51ª Premiação IAB-RJ, além do 30º Prêmio Arquiteto do Amanhã, Homenagem a Paulo Casé e Personalidade do Ano, concedida a Heloisa Buarque de Hollanda. Leia a seguir texto de Cêça Guimaraens, arquiteta e diretora de Cultura do Instituto de Arquitetos do Brasil.

 

Por Cêça Guimaraens*

Cidade grande, metropolitana e também pequena vila, travessas e becos, o Rio de Janeiro é vasto e multifacetado lugar onde a professora Heloisa Buarque de Hollanda explode paradigmas.

Os títulos convencionais e acadêmicos – desde o bacharelato em Letras Clássicas até o pós-doutorado no exterior – foram portas e plataformas para estudar e desmanchar mitos da literatura, cultura e gênero. Longe das reuniões nas ruas de antigos e bucólicos bairros, é no entardecer confortável dos pátios da Escola de Comunicação no campus da UFRJ na Urca onde Heloisa, hoje, ilumina, com múltiplos saberes as favelas do Rio de Janeiro.

Ao inscrever a cidade na lista dos seus amores, ela, carioca de alma e coração, contraria realidades e transforma os personagens e as ruas.

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Heloisa Buarque no “Umas Palavras”

Atualizado em 25 de novembro | 8:14 PM

 

Programa exibido originalmente em 2010 no Canal Futura.

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Cultura como recurso | download

Atualizado em 30 de outubro | 8:32 PM

A coleção “Cultura é o quê?”, linha editorial lançada pela Secretaria de Cultura da Bahia, busca apresentar a cada volume uma reflexão sobre algumas das inúmeras questões que atravessam o campo cultural. Os textos, sistematizados em livretos, são frutos de pesquisas ou exposições de ideias feitas por autores destacados pela atuação na discussão crítica e participação na área cultural.

Os textos trazem contribuições de diversas áreas – filosofia, sociologia, comunicação, literatura, economia, história – e são escritos com uma linguagem simples, possibilitando que a leitura seja feita por um amplo público, como pesquisadores, artistas, estudantes, agentes culturais e professores. Permitindo respostas e, certamente, novas perguntas, os textos buscam provocar reflexões sobre cultura e políticas culturais. Conceitos, interpretações, idéias e práticas políticas são apresentadas de forma simples, contribuindo para que a discussão sobre a cultura ganhe novos olhares e interpretações.

[Clique na capa ao lado para baixar o livro]

Cultura como recurso
(Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, Fundação Pedro Calmon, 2012)

ISBN: 978-85-61458-52-2
Número de páginas: 52 p.
Coleção cultura é o quê ?, v. 5

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